Até agora não se utilizou de um eventual apoio ao presidente Bolsonaro, para tentar também cooptar votos dos bolsonaristas rondonienses, mas também não tem feito oposição ao atual Presidente
Daniel Pereira é o candidato da esquerda. Reuniu no seu entorno as principais lideranças deste setor da sociedade, como Mauro Nazif, Fátima Cleide, Vinicius Miguel, Anselmo de Jesus, Hermínio Coelho e tantos outros. Terá ainda o apoio importante do senador e ex-governador Confúcio Moura. Daniel vai atacar o governo do Estado e o governo Bolsonaro, defendendo em Rondônia a eleição do ex-presidente Lula. Dois outros candidatos de partidos nanicos, participam apenas por participar. Pimenta de Rondônia, do PSOL, pessoalmente é muito conhecido e até querido por parte da população, mas representa uma sigla que jamais elegeu sequer um vereador em Rondônia. A tendência é que repita votações insignificantes, como as de eleições passadas. Menor ainda é a chance do Comendador Valcleir Queiroz, do nanico Agir. Ambos os representantes dos nanicos também farão suas campanhas de oposição a Marcos Rocha.
CASO CASSOL AINDA É O GRANDE TEMA ENTRE OS CONCORRENTES AO GOVERNO. TRE DEVE REGISTRAR CANDIDATURA
Nesta terça também se saberá como o TRE rondoniense lidará com a situação do ex-governador e ex-senador Ivo Cassol. O Ministério Público ingressou com pedido para que o Tribunal rejeite o registro da candidatura, mas o que se ouve nos meios do Direito é que, enquanto valer a liminar do STF, que liberou Cassol para concorrer, não há impedimento legal para que seu nome não passe no crivo do TRE, já que, com isso, Cassol está totalmente apto para concorrer. Só uma nova decisão do tribunal superior, caso a liminar fosse cassada, modificaria sua situação. A ação do MP, neste caso e neste momento, seria apenas uma forma de mostrar desconformidade com a decisão mantida, ao menos até agora, pelo tribunal superior. Uma espécie, apenas, de placebo jurídico, segundo comentou um advogado à coluna. O caso ainda está pendente, desde que o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas à discussão sobre a discussão da liminar. Não havia, ao menos até a noite da segunda-feira, qualquer indicação de que o tema seja colocado na pauta do STF, ao menos a curto prazo, segundo informações vindas de Brasília. Com o aval da Justiça Eleitoral, Ivo Cassol entra com tudo na campanha, inclusive como um dos nomes mais fortes entre os que querem o comando do Estado. Nenhum dos seus adversários, ao menos até agora, se pronunciou publicamente sobre o assunto, embora o União Brasil, de Marcos Rocha, tenha pedido a impugnação do nome de Cassol ao TRE. Pode ser que na campanha, que começa nesta terça, o caso comece a ser abordado, inclusive no horário eleitoral gratuito.
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