Da Redação — O arsenal da medicina brasileira contra os sintomas mais incômodos da menopausa acaba de ganhar uma alternativa terapêutica inovadora. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para a comercialização do fezolinetanto, um medicamento de uso oral desenvolvido especificamente para combater as ondas de calor (fogachos) e os suores noturnos. O produto chegará às farmácias sob o nome comercial Veoza e traz uma revolução científica: trata-se de um tratamento totalmente livre de hormônios. Essa ausência de esteroides é considerada um divisor de águas para pacientes que possuem contraindicações médicas ou que preferem não se submeter à terapia de reposição hormonal tradicional.
Os episódios de calor excessivo ocorrem porque, com a chegada da menopausa, a queda abrupta nos níveis de estrogênio desregula os mecanismos cerebrais responsáveis por funcionar como o termostato do corpo humano. O Veoza age de forma cirúrgica justamente nesses receptores neurológicos, restaurando o equilíbrio e o controle térmico do organismo. Toda essa engenharia biológica foi testada em pesquisas clínicas de Fase 3 ao redor do mundo, envolvendo mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá, comprovando altos índices de eficácia e segurança antes do aval regulatório no Brasil.
A chegada da nova molécula atende a uma demanda urgente de qualidade de vida no país. As estatísticas apresentadas pela fabricante revelam que os chamados sintomas vasomotores atingem em cheio as mulheres na faixa etária entre 40 e 65 anos. No Brasil, mais de um terço da população feminina inserida nessa janela de idade relata sofrer com crises de calor de intensidade moderada a intensa. Entre o grupo que convive com o problema, a imensa maioria classifica os episódios cotidianos como severos, gerando um impacto negativo que destrói a qualidade do sono, sabota o foco nas atividades diárias e reduz a produtividade no trabalho.










































