Quinta-feira-8 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

FICHA LIMPA  – 10 anos da Lei que criou travas à corrupção política, mas não é o bastante   


BRASÍLIA – Esta quinta-feira, 4, marca a passagem dos dez anos de assinatura da Lei Complementar nº 135, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa, que proíbe a eleição a cargos públicos de candidatos condenados por decisão transitada em julgado ou por órgãos colegiados da Justiça.

A lei foi criada com grande apoio popular, a partir da iniciativa de juristas, e chegou a somar 1,6 milhão de assinaturas. A proposta começou a ser articulada no fim da década de 1990 pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz, ligada à Igreja Católica, e foi apresentada ao Congresso Nacional em setembro de 2009.

“Foi uma das poucas propostas de iniciativa popular que conseguiram se concretizar em uma legislação. O processo de coleta de assinaturas foi uma mobilização da sociedade civil bastante importante, em resposta aos escândalos de corrupção que iam acontecendo com a reiterada tentativa de pessoas condenadas em concorrer a cargos eletivos”, lembra Guilherme France, coordenador de pesquisa da organização não governamental (ONG) Transparência Internacional.

“Essa lei é de extrema importância. Ao longo dos anos tem impedido que vários candidatos ou políticos avancem na carreira e consigam obter mandato, seja qual for o cargo público”, afirma Gil Castelo Branco, secretário-geral do Contas Abertas, site especializado que acompanha a aplicação de recursos públicos.

Desde a Constituição

O diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Antônio Carlos Queiroz, acompanhou a tramitação da lei no Congresso Nacional, aprovada por unanimidade no Senado. Ele lembra que essa lei era esperada desde a promulgação da Constituição Federal (1988) e considera que a “Ficha Limpa vem cumprindo a sua missão” e tem funcionado como “bloqueio” para candidatos com condenações na área cível ou criminal.Manoel Galdino, diretor executivo da Transparência Brasil, concorda que a lei tem sido “efetiva em barrar candidatos”, mas afirma que “ainda há certa impunidade” a crimes praticados por políticos e gestores públicos por “pouca fiscalização” do uso de recursos públicos, especialmente nos níveis estaduais e municipais.

O baixo acompanhamento é grave, em sua opinião, porque ainda “existe muita discricionaridade por parte dos gestores do Poder Executivo de como usar recursos públicos, que podem direcionar para favorecer empresários e desviar”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br






Mais notícias sobre cidades de Rondônia

Congresso Técnico define grupos do futebol nos Jogos Abertos de Vilhena

Com 17 equipes na categoria principal e premiação total de R$ 45 mil, competição municipal tem início previsto para o dia 13 de outubro   A...

Carlos Caldeira lança candidatura à presidência do SINJOR com defesa da...

Com mais de duas décadas dedicadas ao jornalismo de Rondônia, profissional anunciou que pretende disputar a presidência do sindicato e começa a reunir colegas...

Orgulho do Madeira está perto de ganhar nova unidade de saúde

Estrutura vai atender mais de 16 mil moradores e desafogar UPAs e policlínicas         A nova USF Orgulho do Madeira está na reta final e deve...

Jean Oliveira renova mandato e chega ao quinto ciclo na Assembleia...

A experiência acumulada ao longo de sua trajetória política foi novamente reconhecida nas urnas. Jean Oliveira foi reeleito deputado estadual de Rondônia nas eleições...

Prefeitura de Porto Velho atua para acelerar entrega da Expresso Porto

Essa estrada desafoga o tráfego de caminhões na cidade Prefeitura atuou na desburocratização e antecipação das autorizações para acelerar a pavimentação da Expresso Porto O pesado...












































[wpcm_video_play id="555133"]