Da Redação — Os casos provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite e mais frequente em crianças de até 2 anos, seguem em queda na maior parte do país. A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também aponta redução das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 4 anos.
Apesar da melhora no cenário nacional, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. Entre jovens, adultos e idosos, a diminuição dos casos graves está relacionada ao recuo da influenza A. Já na faixa de 5 a 14 anos, a queda é atribuída à redução das complicações provocadas pelo rinovírus.
A Fiocruz orienta a população a manter medidas de prevenção, como lavar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, permanecer em isolamento quando houver sintomas gripais e usar máscara caso não seja possível evitar o contato com outras pessoas. O boletim também destaca a importância de manter a vacinação em dia.
Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a maior incidência de SRAG permaneceu entre crianças de até 2 anos, principalmente em razão do VSR. Já as mortes ocorreram com maior frequência entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo a influenza A como principal causa — doença que conta com vacina disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde o início de 2026, o país registrou 115.203 notificações de SRAG. Desse total, 60.200 casos (52,3%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus, 39.743 (34,5%) foram descartados e 8.218 (7,1%) ainda aguardam resultado. Entre os casos positivos, o VSR representa 40,2%, seguido por rinovírus (30,2%), influenza A (20,8%) e influenza B e Sars-CoV-2, ambos com 4,5%.










































