Sexta-feira-23 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

Laticínio constrói subestação clandestina para furtar energia em Ji-Paraná


O volume de energia desviado seria suficiente para abastecer cerca de 100 residências populares durante um mês inteiro.
Um laticínio de Ji-Paraná foi flagrado utilizando um esquema ilegal para desviar energia elétrica por meio de uma subestação clandestina de alta potência, construída em um terreno vizinho. A fraude foi identificada durante inspeção da Energisa, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Técnico-Científica. O responsável pelo laticínio pelo imóvel poderá responder criminalmente pela eventual prática de crime de furto de energia.
A fiscalização, realizada no dia 19 de maio, constatou que a fábrica, com fornecimento de energia suspenso por débitos junto à concessionária, continuava sendo abastecida de forma irregular. A estrutura clandestina, com capacidade de 75 kVA, foi instalada para captar energia diretamente da rede de distribuição e abastecer o local.
Apesar de fechado e sem operação, parte dos equipamentos permanecia ligada, mantendo um consumo elevado. O volume de energia desviado seria suficiente para abastecer cerca de 100 residências populares durante um mês inteiro.
Segundo o gerente do Departamento de Combate as Perdas da Energisa, Daniel Andrade, a montagem de estruturas clandestinas desse porte representa riscos significativos à segurança, tanto para quem realiza a intervenção quanto para a população ao redor. “Há risco de incêndios, choques elétricos e sobrecarga da rede, o que pode comprometer o fornecimento para outros consumidores. Além disso, o consumidor honesto é que arca com os custos do furto de energia”, reforça.
A Energisa destaca que irregularidades desse tipo impactam diretamente a qualidade do fornecimento e geram prejuízos para toda a sociedade. A população pode contribuir denunciando suspeitas de furto de energia de forma anônima pelos canais oficiais.
Crime e penalidades
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena que pode chegar a oito anos de reclusão. Quando há adulteração de medidores ou fraude, os envolvidos também podem responder por estelionato (artigo 171).
Prisões
Somente em 2026, mais de 50 pessoas já foram presas em flagrante por esse tipo de crime no estado. Em 2025, foram registradas 139 prisões. Além disso, duas pessoas já foram condenadas pela Justiça neste ano, com aplicação de pena e multa.
Como denunciar
A população pode denunciar irregularidades de forma anônima:
  • Polícia Militar: 190
  • Energisa: 0800 647 0120





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