Da Redação — Passageiros do cruzeiro MV Hondius entram agora no período considerado mais crítico para o surgimento de sintomas da variante Andes do hantavírus, enquanto autoridades de saúde de diferentes países intensificam o monitoramento de possíveis novos casos.
Especialistas afirmam que as próximas semanas serão decisivas para medir o alcance do surto associado à embarcação, que transportava viajantes de aproximadamente duas dezenas de países. A preocupação internacional já é tratada como um dos principais testes de vigilância sanitária global desde a pandemia de covid-19.
A atenção aumentou depois que um passageiro em quarentena no Canadá apresentou sintomas e teve resultado positivo confirmado para a variante Andes, segundo a Agência de Saúde Pública do Canadá (PHAC). Infectologistas afirmam que novos diagnósticos ainda podem surgir nos próximos dias.
De acordo com estudos recentes sobre surtos anteriores da doença na Argentina, o período médio entre a infecção e o aparecimento dos sintomas é de cerca de três semanas, embora os sinais possam demorar até seis semanas para surgir. Por isso, diversos países decidiram manter os passageiros sob observação por pelo menos 42 dias desde o desembarque, ocorrido em 10 de maio.
A variante Andes é considerada uma das formas mais perigosas do hantavírus por já ter registrado transmissão entre pessoas, algo raro em outros tipos da doença. A infecção pode ser fatal em cerca de 40% dos casos.
O último caso registrado no navio envolveu um passageiro alemão que morreu em 2 de maio, mesma data em que pesquisadores identificaram oficialmente o hantavírus como causa das infecções a bordo. Até aquele momento, os ocupantes da embarcação ainda não haviam recebido orientações para adotar medidas de precaução.
O hantavírus pode provocar febre, dores musculares e dificuldade respiratória. Atualmente, não existe vacina específica contra a doença.










































