Da Redação — Trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 começarão a receber, no próximo dia 26, valores residuais do saque-aniversário do FGTS. Segundo o governo federal, cerca de 10,5 milhões de pessoas devem ser beneficiadas, com liberação estimada em R$ 8,4 bilhões.
Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do fundo. Permanecerão bloqueados apenas os valores ligados a contratos de antecipação ainda ativos.
Além dessa liberação, o governo prepara uma nova etapa do Novo Desenrola Brasil, que permitirá usar parte do saldo do FGTS para renegociar dívidas bancárias. A consulta dos valores disponíveis começa em 25 de maio.
Pelas regras anunciadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo do fundo ou R$ 1 mil — prevalecendo o maior valor — para amortizar ou quitar débitos em atraso, como cartão de crédito, cheque especial e CDC.
A adesão ocorrerá diretamente pelo aplicativo do FGTS, sem necessidade de comparecimento às agências da Caixa. Após autorização do trabalhador, os bancos terão acesso aos recursos liberados para formalizar a renegociação.
O governo estima que a modalidade possa movimentar cerca de R$ 8,2 bilhões. No entanto, a operação ainda não começou porque a Caixa Econômica Federal adapta os sistemas internos e finaliza os procedimentos que serão adotados pelas instituições financeiras.
Poderão participar trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105. Os recursos poderão ser retirados tanto de contas ativas quanto inativas do FGTS, com prioridade para os saldos inativos.
Segundo o ministério, parte do dinheiro pode deixar de aparecer temporariamente no aplicativo antes da liberação definitiva, devido ao processamento necessário para operacionalizar as medidas.








































