Da Redação — O ritmo de crescimento do setor de serviços no Brasil sofreu uma interrupção temporária. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o volume de serviços prestados no país registrou um recuo de 0,4% em maio na comparação com o mês de abril. O resultado acendeu um sinal de alerta ao vir abaixo do esperado pelos analistas de mercado, que projetavam um cenário de estabilidade para o período.
O principal fator de pressão para o recuo mensal veio do segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que registrou contração de 1% em maio. De acordo com o IBGE, esse comportamento negativo foi motivado pela diminuição no faturamento de empresas atuantes no transporte rodoviário de cargas, no transporte aéreo de passageiros e em atividades de logística. No detalhe das modalidades:
- O transporte de passageiros apresentou queda de 1,3%. O transporte de cargas recuou 0,2%.
- Além dos transportes, o grupo classificado como “outros serviços” também operou no vermelho em maio, com uma retração de 1,9%.
Pontos de Resistência e Recuperação de Longo Prazo
Apesar da retração geral, nem todos os ramos de atividade fecharam o mês em queda. O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares teve um desempenho forte e avançou 2%, seguido pelos serviços prestados às famílias, que anotaram uma leve alta de 0,2%. O setor de informação e comunicação, por sua vez, não registrou oscilações e permaneceu estável.
As atividades voltadas ao turismo também acompanharam a tendência de baixa em maio, recuando 0,4%. Mesmo com o ajuste recente, o turismo nacional preserva um saldo histórico robusto, mantendo-se 10,8% acima dos níveis registrados antes da crise sanitária da Covid-19 — embora ainda esteja 2,5% abaixo do recorde histórico alcançado em dezembro de 2024.
O balanço de longo prazo do setor de serviços como um todo continua exibindo trajetórias saudáveis de crescimento. Quando confrontado com o mesmo mês de 2025, o volume geral expandiu 0,4%. Já o acumulado de janeiro a maio de 2026 aponta para um crescimento consolidado de 1,9%, enquanto o indicador acumulado nos últimos 12 meses ostenta uma alta de 2,6%.








































