Quinta-feira-1 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

Senador Acir Gurgacz cobra ação do governo em Espigão do Oeste


O senador Acir Gurgacz esteve nesta terça-feira pela manhã (16/07) em audiência com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para discutir uma estratégia que evite o fechamento das empresas do ramo madeireiro que estão trabalhando de forma regular em Espigão do Oeste, no Sul de Rondônia.

No período da tarde, o ministro viajou a Rondônia para conhecer de perto a situação, contornar os conflitos e tomar decisões diante dos fatos ocorridos nos últimos dias no município de Espigão do Oeste. Após um incêndio em um caminhão de combustível que abasteceria viaturas e helicópteros do Ibama, no último dia 4 de julho, o órgão fechou as 47 madeireiras que operam no município.

“O ministro me assegurou que as empresas que estiverem com a documentação em dia e trabalhando na legalidade, de acordo com os respectivos planos de manejo, poderão continuar trabalhando normalmente e com o amparo do Estado. Já as empresas que não estiverem com a documentação em dia terão a oportunidade de regularizar sua situação, para que possam trabalhar dentro da legalidade”, disse Acir.

Segundo informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (STF), a fiscalização do órgão identificou transações virtuais entre Planos de Manejo Florestal e diversas serrarias de Espigão do Oeste, além do comércio ilegal de madeira extraída nas terras indígenas Sete de Setembro, Zoro e Roosevelt.

Até julho desse ano, o Ibama e a Polícia Federal queimaram mais de 20 máquinas pesadas e caminhões de madeireiros da região. Segundo Gurgacz, o ministro do Meio Ambiente já abriu processo administrativo para investigar esses incêndios e também pediu investigação sobre o incêndio de um caminhão de combustível que abasteceria viaturas e helicópteros do Ibama que faziam a fiscalização da extração de madeira e minérios em Espigão do Oeste.

ECONOMIA

O senador destacou a manifestação de diversos órgãos de representação de trabalhadores, das madeireiras e empresas da região. Em nota, o Sindicato dos Madeireiros de Espigão do Oeste-RO (SIMEO) disse que o incêndio não foi praticado e nem financiado pelo setor madeireiro do município. A nota também critica a conduta do Ibama, de bloquear o acesso ao Sistema de Emissão de Documento de Origem Florestal (SISDOF) de todas as empresas do município.

Em defesa dos trabalhadores e das empresas, Gurgacz ressaltou que a ação do Ibama está criando um problema social enorme para a região, prejudicando as famílias e a economia de todo estado, uma vez que o setor madeireiro responde por 70% da economia da cidade de Espigão do Oeste, gerando cerca de 4 mil empregos diretos e mais de 20 mil indiretos na região.

 

Assessoria






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