Da Redação — A partir deste ano, Salvador será reconhecida oficialmente como a capital simbólica do Brasil durante as comemorações do 2 de Julho, data que marca a consolidação da Independência brasileira. A medida foi instituída por lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na prática, a mudança não transfere a sede do governo federal de Brasília nem altera o funcionamento dos órgãos públicos. O caráter é simbólico e voltado às cerimônias oficiais realizadas em homenagem à data. A organização dos eventos ficará sob responsabilidade do Poder Executivo, em conjunto com autoridades estaduais, municipais e os demais Poderes.
O reconhecimento busca dar maior destaque nacional ao papel desempenhado pela Bahia no processo de independência do país. Embora o 7 de Setembro de 1822 marque a proclamação da Independência, os confrontos contra tropas portuguesas continuaram por vários meses em território baiano.
A resistência terminou apenas em 2 de julho de 1823, quando os militares portugueses deixaram Salvador. Por esse motivo, historiadores consideram a data um marco decisivo para a consolidação da soberania brasileira. Todos os anos, a capital baiana celebra o episódio com desfiles cívicos e manifestações populares.
O tema ganhou força nos últimos anos. Em 2024, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto para criar o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil, defendendo maior valorização da participação baiana na história do país.
Esta não é a primeira vez que uma cidade recebe, de forma temporária, o título simbólico de capital do Brasil. Salvador já havia recebido essa homenagem em 1993, durante a realização da 3ª Conferência Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo. Em 2025, o mesmo ocorreu com Belém durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
A proposta que deu origem à nova legislação foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado antes de seguir para sanção presidencial.








































