Da Redação — O comércio entre Chile e Brasil manteve ritmo de crescimento em 2026, impulsionado principalmente pelas exportações de pescados e bebidas. Entre janeiro e abril, o país sul-americano movimentou US$ 897 milhões em vendas para o mercado brasileiro, segundo dados do ProChile.
O Brasil permaneceu como o quinto principal destino global das exportações chilenas, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia.
Os produtos mais enviados ao mercado brasileiro continuam sendo salmão e truta. Juntos, eles responderam por US$ 359 milhões no quadrimestre, o equivalente a cerca de 40% de tudo o que foi exportado pelo Chile ao Brasil no período. O segmento teve crescimento de 3,6% na comparação anual.
Outro destaque foi o vinho chileno, que registrou avanço nas vendas ao consumidor brasileiro. As exportações da bebida somaram US$ 64 milhões entre janeiro e abril, alta de 17,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Dentro desse mercado, os vinhos tintos engarrafados lideraram os embarques, com movimentação de US$ 31 milhões e crescimento de 28,3%. Já os vinhos brancos engarrafados alcançaram US$ 8 milhões, com expansão de 38,7%, enquanto os rótulos Cabernet Sauvignon engarrafados chegaram a US$ 6 milhões.
Segundo Hugo Corales, a relação comercial entre os dois países segue fortalecida. Atualmente, as exportações chilenas ao Brasil giram em torno de US$ 4,6 bilhões anuais.
O aumento das vendas de vinho ocorre em meio ao crescimento do consumo da bebida no Brasil. Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho indicam que o país registrou alta de 41,9% no consumo em 2025, alcançando 4,4 milhões de hectolitros — recorde nacional mesmo diante da queda mundial no setor.
O aquecimento do mercado também refletiu na produção brasileira. A área de vinhedos chegou a 91 mil hectares, enquanto o faturamento do setor vitivinícola atingiu R$ 21,1 bilhões no ano passado.








































