Da Redação — O que começou com promessas de emprego formal e moradia adequada terminou em uma operação de resgate no interior paulista. Trinta e cinco trabalhadores foram encontrados em condições degradantes durante fiscalização em uma fazenda de cana-de-açúcar em Gabriel Monteiro, incluindo um adolescente de 17 anos.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o grupo havia sido recrutado no Nordeste e em cidades do interior de São Paulo por um intermediador ligado ao proprietário rural. Ao chegarem ao local, os trabalhadores passaram a enfrentar jornadas exaustivas, sem folgas e sem registro em carteira.
A fiscalização identificou ausência de banheiros, falta de espaço para refeições e inexistência de equipamentos de proteção. Os trabalhadores realizavam corte manual de cana sob sol e chuva usando facões, sem receber botas, luvas ou proteção contra exposição solar.
Nos alojamentos, auditores encontraram colchões deteriorados, fogões dentro dos quartos e falta de itens básicos, como armários, cobertores e roupas de cama.
Após a operação, as atividades foram suspensas e os trabalhadores encaminhados para hospedagem temporária antes do retorno às cidades de origem. O proprietário da fazenda assumiu os custos da viagem e assinou acordo com o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública da União para pagamento de indenizações e verbas rescisórias.









































