Sábado-10 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

Operação prende 18 garimpeiros ilegais na Terra Indígena Yanomami


Prisões ocorreram em regiões de elevada tensão

Operação Ágata prende 18 garimpeiros ilegais em território Yanomami. Foto: Ministério da Defesa/Divulgação

Dezoito garimpeiros envolvidos em atividades ilegais na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, foram presos, na quinta-feira (20), pela operação conjunta Ágata Fronteira Norte, informou o Ministério da Defesa.

Militares das Forças Armadas, agentes da Polícia Federal e servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participaram das ações que resultaram nas prisões e destruição de equipamentos ilegais. Os investigados foram levados para a Superintendência da Polícia Federal em Boa Vista.

As prisões ocorreram em regiões de elevada tensão no território indígena. Na última madrugada, por exemplo, cinco garimpeiros foram presos depois de tentar atravessar sem autorização o Posto de Bloqueio e Controle Fluvial, do Exército, no Rio Uraricoera, que controla a entrada e a saída das embarcações. O posto está na comunidade de Palimiu.

No dia anterior, na região de Rangel, a operação resultou na prisão de 13 garimpeiros, além da destruição de três embarcações, seis motores, uma motobomba, um alojamento com cantina, um quadriciclo e um acampamento.

Operação conjunta

De acordo com o Ministério da Defesa, até o momento, a Ágata Fronteira Norte já efetuou 48 prisões. A ação faz parte de um trabalho conjunto com o emprego de 1.381 militares das Forças Armadas, além de servidores civis de outros órgãos do Estado Brasileiro.

A operação foi iniciada há um mês, no dia 21 de junho, por intermédio do Decreto n°11.575. Os equipamentos utilizados incluem 11 aeronaves, um navio patrulha-fluvial e três lanchas blindadas.

Saúde indígena

Outro objetivo da Operação Ágata Fronteira Norte é garantir a segurança na região de Homoxi, também no Território Yanomami, onde está situada a Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI).

A unidade de saúde é a única da região, e voltou a atender há seis meses, após ser desativada em 2021 devido a ataques de garimpeiros. A unidade atendia cerca de 700 indígenas.

 

Edição: Juliana Andrade

Por Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil – Brasília






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