Da Redação — O Ministério Público do Trabalho ingressou com uma Ação Civil Pública pedindo a proibição do glifosato no país. O herbicida é um dos defensivos agrícolas mais utilizados nas lavouras brasileiras, principalmente em culturas como soja, milho e algodão.
O processo solicita a suspensão do registro, da fabricação, da comercialização, da importação e da exportação do produto e de seus derivados. A ação foi direcionada contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Na argumentação apresentada à Justiça, o MPT cita possíveis riscos à saúde humana, especialmente relacionados à exposição de trabalhadores rurais que utilizam o produto no campo. O órgão também menciona impactos ambientais ligados ao uso do herbicida.
Retratação de estudo é usada como argumento
Entre os principais fundamentos da ação está a retratação de um estudo científico publicado em 2000 e utilizado durante anos como referência internacional sobre a segurança do glifosato.
A revista Regulatory Toxicology and Pharmacology retirou o artigo de circulação ao apontar preocupações éticas e possíveis conflitos de interesse envolvendo os autores da pesquisa.
Com isso, o MPT sustenta que parte da base científica usada para respaldar a permanência do glifosato no mercado perdeu credibilidade.











































