Terça-feira-29 de setembro de 2026 - Email: [email protected]

Justiça marca julgamento dos acusados de matar e arrancar bebê da barriga de mulher em Porto Velho


Réus Cátia Barros Rabelo e Mário Barros do Nascimento são acusados de homicídio qualificado, homicídio duplamente qualificado e corrupção de menores. Filho da vítima, de 7 anos, também foi encontrado morto.
Por Jheniffer Núbia, g1 RO

Fabiana e Gustavo foram encontrados mortos próximo a um loteamento na zona sul de Porto Velho — Foto: Arquivo pessoal

O julgamento dos réus Cátia Barros Rabelo e Mário Barros do Nascimento, acusados de matarem Fabiana Pires Batista, de 23 anos, foi marcado para os dias 15 e 16 de agosto de 2022. A vítima teve o corpo encontrado, em setembro de 2019, em um loteamento em Porto Velho. No local também estava o corpo do filho dela, Gustavo Henrique, de 7 anos.

As prisões preventivas, que estavam perto de terem os prazos encerrados, foram renovadas e o julgamento foi marcado para o próximo mês.

Os réus são acusados de homicídio qualificado, homicídio duplamente qualificado e corrupção de seis menores.

Sobre o caso
Em 20 de setembro de 2019, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar (PM) foram informados por moradores que o corpo de uma criança estava boiando em um lago nos fundos do loteamento.

O corpo do menino foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) e ficou sem identificação até a manhã do dia seguinte. Durante a tarde, o pai dele foi até o local e acabou encontrado Fabiana em uma cova rasa, com a barriga aberta.

As investigações da Polícia Civil apontaram que Cátia Barros Rabelo estava envolvida no crime. Ela foi presa temporariamente no dia 23 de setembro de 2019, e depois a prisão foi convertida em preventiva, em dia 21 de novembro do mesmo ano.

Já o acusado Mário Barros do Nascimento foi preso temporariamente em 12 de novembro de 2019, e teve a prisão convertida em preventiva também em 21 de novembro de 2019.

Na época do crime, a delegada Leisaloma Carvalho, responsável pelo caso, disse que a sobrinha da vítima, uma adolescente de 15 anos, aceitou ser comparsa nos assassinatos pois o namorado desejava ficar com o bebê de Fabiana.

“Sabendo que a Fabiana estava com 8 meses de gestação, ele queria a criança, pois a mãe dele estava namorando um garimpeiro e ela queria ‘sair da pobreza’ dizendo pra ele que estava grávida. Ela estava simulando uma gravidez e ia aparecer com essa criança. Ele diz que a mãe não participou do ato executório em si, mas que ele foi lá e que ele inclusive ajudou a cortar a barriga da vítima pra retirar a criança”, disse a delegada.






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