Da Redação – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4/3), em Porto Velho, a Operação Argos, cumprindo mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Rondônia. A ação faz parte de um inquérito que investiga crimes de produção, armazenamento, posse e compartilhamento de materiais com conteúdo de abuso sexual envolvendo crianças ou adolescentes. Durante as diligências, as equipes buscaram apreender dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova que confirmem a autoria e a materialidade das infrações.
Termo utilizado na legislação e orientação preventiva
Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) ainda utilize o termo “pornografia” em seu artigo 241-E para classificar cenas de sexo explícito ou exibição de genitais de menores, a comunidade internacional recomenda o uso de expressões como “abuso” ou “violência sexual”. Essa mudança na nomenclatura visa dar a real dimensão da gravidade e dos danos causados às vítimas.
Paralelamente à operação, a Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a necessidade de monitorar a vida digital e física dos jovens. É essencial orientar sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além de manter um diálogo aberto sobre os perigos do mundo virtual. Sinais como isolamento repentino ou sigilo excessivo com eletrônicos podem indicar situações de risco. Ensinar crianças e adolescentes a reagir a contatos inadequados e a buscar ajuda é fundamental, pois a prevenção e a informação continuam sendo as melhores formas de garantir sua segurança.










































