Da Redação – As taxas médias de juros do cheque especial voltaram a subir em novembro e alcançaram 141,7% ao ano, o maior patamar para o mês desde 2019, segundo dados divulgados pelo Banco Central. As informações constam das Estatísticas Monetárias e de Crédito, publicadas na última sexta-feira (26).
A elevação mantém o cheque especial entre as linhas de crédito mais caras do sistema financeiro. O movimento ocorre em um contexto de juros elevados na economia e maior cautela das instituições financeiras na concessão de crédito a pessoas físicas.
Também em novembro, a taxa média do crédito rotativo do cartão de crédito subiu para 440,5% ao ano. Apesar da alta no mês, o percentual ficou abaixo do registrado em períodos anteriores e corresponde ao menor nível para novembro desde 2022.
Outras modalidades de crédito apresentaram reajustes no período. No crédito livre — que reúne empréstimos pessoais, financiamentos a empresas e outras operações —, a taxa média chegou a 46,7% ao ano, acima do resultado de outubro. O avanço foi puxado principalmente pelo aumento dos juros cobrados das pessoas físicas.
O comportamento das taxas acompanha a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado ao longo de 2025. Fixada em 15% ao ano, a Selic segue como principal referência para a formação dos juros no mercado e influencia diretamente o custo do crédito para famílias e empresas.
Com juros elevados, o impacto no orçamento das famílias tende a ser maior, sobretudo entre consumidores que recorrem ao cheque especial e ao rotativo do cartão de crédito, modalidades tradicionalmente associadas a custos mais altos.
Especialistas e entidades de defesa do consumidor já alertaram, em análises anteriores, que taxas nesse nível podem comprometer a capacidade de pagamento, elevar o endividamento das famílias e restringir o consumo. Apesar de medidas regulatórias, como o teto para os juros do rotativo do cartão, os dados indicam que o custo do crédito emergencial segue elevado no País.








































