Da Redação — Os golpes virtuais passaram a ser uma das maiores preocupações dos brasileiros, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O receio de prejuízos financeiros provocados por fraudes online já supera o medo de assaltos à mão armada para grande parte da população.
Entre os crimes mais recorrentes estão falsas renegociações de dívidas, páginas clonadas e centrais de atendimento fraudulentas criadas para convencer vítimas a realizar pagamentos por Pix ou boletos falsos.
A auxiliar de enfermagem Maria Madalena perdeu quase R$ 1 mil depois de acreditar em mensagens enviadas por criminosos que simulavam uma negociação financeira. Mesmo anos depois do caso, especialistas afirmam que a estratégia segue sendo amplamente utilizada pelos golpistas.
Sites falsos aparecem em buscas na internet
Segundo especialistas em segurança digital, criminosos pagam para destacar páginas fraudulentas em mecanismos de busca. Dessa forma, sites falsos aparecem entre os primeiros resultados quando consumidores procuram opções para renegociar dívidas.
O governo federal também emitiu alertas sobre golpes ligados ao programa Desenrola Brasil. De acordo com o Ministério da Fazenda, páginas falsas têm utilizado o nome da iniciativa para atrair vítimas com promessas de descontos e condições facilitadas.
A orientação oficial é que negociações sejam realizadas diretamente pelos canais das instituições responsáveis pelas dívidas.
Consumidores relatam boletos falsos e falsos atendimentos
Outro caso envolve Luciano Sousa, que buscava renegociar parcelas atrasadas de um veículo. Durante vários dias, ele manteve contato com supostos funcionários de uma financeira e recebeu documentos digitais e um boleto aparentemente legítimo.
Mesmo após confirmar o documento junto ao banco, o pagamento de R$ 12 mil acabou sendo direcionado aos criminosos. O golpe só foi descoberto depois da transferência.
Luciano conseguiu recuperar o valor posteriormente, mas passou a adotar medidas mais rígidas de segurança, como atender apenas chamadas de contatos conhecidos.
Especialistas reforçam que consumidores devem verificar a autenticidade de empresas, desconfiar de links enviados por mensagens e confirmar informações diretamente nos canais oficiais antes de fechar qualquer acordo financeiro.









































