Da Redação — A partir desta quarta-feira (1º/7), o diesel perde o subsídio governamental de R$ 0,35 por litro. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (30/6), que confirmou também que a equipe econômica avalia retirar o segundo desconto do diesel (de R$ 1,12) e o da gasolina (de R$ 0,44).
A decisão foi motivada pela pacificação entre Estados Unidos e Irã, que estabilizou o mercado internacional. De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o teto de gastos emergenciais custou R$ 7,5 bilhões aos cofres públicos e cumpriu sua meta de conter a inflação no auge da crise no Oriente Médio. Agora, com a queda na arrecadação das receitas extras de petróleo, o fim do benefício é necessário para manter o equilíbrio fiscal do país.
Apesar da mudança, o consumidor não deve sentir o impacto no bolso. O presidente da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), Artur Watt Neto, garantiu que a retirada gradual da subvenção foi planejada para manter a neutralidade de preços nas bombas de combustível.
Por fim, o governo trabalha para arquivar o Projeto de Lei Complementar (PLP) que tramitava no Senado para financiar essas desonerações. Como os preços internacionais recuaram e o texto sofreu muitas alterações no Congresso, Moretti informou que está em diálogo com os senadores para que a matéria seja retirada de pauta definitivamente.








































