Da Redação — O Brasil avalia conceder isenções tributárias e promover ajustes legais para viabilizar a realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027. As medidas fazem parte de exigências apresentadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) e estão sob análise do governo federal.
Segundo o Ministério da Fazenda, o pedido segue o padrão adotado em grandes eventos esportivos e ainda não teve os detalhes divulgados. A proposta envolve a criação de uma nova Lei Geral da Copa, em elaboração pelo Ministério do Esporte, que deve estabelecer regras sobre organização, segurança, exploração comercial e direitos de imagem.
Entre as solicitações da Fifa está a concessão de benefícios fiscais sobre receitas da entidade, serviços de transmissão e operações ligadas diretamente ao evento, além da adequação dessas isenções às normas da reforma tributária do consumo. A entidade também pede que as restrições da lei eleitoral não sejam aplicadas durante o período da competição, mesmo com o calendário eleitoral de 2026.
Experiências anteriores indicam impacto relevante na arrecadação. Na Copa do Mundo de 2014, as isenções resultaram em renúncia superior a R$ 1 bilhão, conforme dados do Tribunal de Contas da União. Já nos Jogos Olímpicos de 2016, a perda estimada foi de R$ 3,8 bilhões.
O governo considera que o aumento do fluxo turístico e a movimentação do setor de serviços podem compensar parte da perda fiscal, embora feriados decretados durante o evento possam reduzir a arrecadação em outras áreas. A discussão ocorre em meio ao esforço do Executivo para diminuir renúncias tributárias e equilibrar as contas públicas.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada entre junho e julho, com a participação de 31 seleções. Os jogos estão previstos para ocorrer em oito cidades brasileiras: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza, utilizando principalmente estádios da Copa de 2014.








































