Da Redação — Um desdobramento investigativo liderado pela Delegacia de Polícia Federal em Niterói foi a campo nesta quinta-feira (2) para deflagrar a segunda fase da Operação Quadro Negro. A ofensiva cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pelo juízo da 2ª Vara Federal de Niterói, resultando no confisco de mídias digitais (um disco rígido – HD) e diversos documentos institucionais. O objetivo central desta nova etapa é mapear e detalhar as atividades da pessoa jurídica que atuava como peça-chave no desvio de verbas públicas que deveriam ser aplicadas na Universidade Federal Fluminense (UFF).
Neste estágio do inquérito, os agentes federais conseguiram rastrear a empresa que passou a funcionar como intermediária na engrenagem financeira ilícita. De acordo com os dados coletados, essa corporação assumiu a responsabilidade de operar os fluxos de capital assim que foram interrompidos os repasses executados pela firma que havia sido descoberta inicialmente, mantendo o funcionamento das fraudes ativo até o ano de 2018.
A apuração de fundo se debruça sobre uma rede criminosa estruturada para cometer crimes de lavagem de capitais, corrupção, organização criminosa e desvio de patrimônio da União em detrimento da instituição de ensino. O rastro documental colhido pela Polícia Federal indica que um grupo de funcionários públicos, agindo em conluio com administradores e acionistas de prestadoras de serviços contratadas pela UFF, validava notas fiscais e pagamentos superfaturados. Em troca dessas liberações fraudulentas, os envolvidos embolsavam vantagens indevidas (propinas) ocultadas por meio de contas de pessoas jurídicas, gerando um prejuízo calculado em R$ 9,6 milhões aos cofres do Estado.










































