Terça-feira-6 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

Em programa de TV, Ismael Crispin defende inclusão de Rondônia em portaria do Ministério da Agricultura


Inclusão do Estado resulta em maior arrecadação e não penaliza o consumidor, diz Ismael

O deputado Ismael Crispin (PSB) concedeu na sexta-feira (6) entrevista ao programa Fala Rondônia, na Rede TV Rondônia, onde explicou os prejuízos que o Estado terá com a manutenção da portaria assinada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Para a safra 2020/2021, o ministério reajustou o preço mínimo da saca de café conilon em 15,31%, mas deixou Rondônia de fora.

O parlamentar explicou que em praticamente todo o País o preço mínimo da saca de 60 quilos do conilon passará para R$ 242,31, mas em Rondônia permanecerá em R$ 210,13. Ele citou que são R$ 32,18 multiplicados por 2,4 milhões de sacas de café, portanto o prejuízo para o Estado beira os R$ 80 milhões.

Ismael Crispin classificou como “estranho” o comportamento da ministra Tereza Cristina e detalhou que Rondônia está sempre entre os três maiores produtores de conilon. “O maior produtor é o Espírito Santo, que está contemplado na portaria assinada pela ministra”, adiantou.

De acordo com o deputado, anteriormente Rondônia produzia menos ocupando uma área cultivada bem maior. “Agora produzimos mais, com uma área menor. Isso foi um esforço registrado a agricultura familiar. Essas famílias do campo,

em vez de serem recompensadas pelo investimento, são penalizadas pelo Ministério da Agricultura”, afirmou.

No programa, Ismael Crispin afirmou que acionará a bancada federal de Rondônia, que precisa cobrar respeito do Ministério da Agricultura. “É preciso discutir essa questão com a bancada. A portaria prejudica milhares de famílias de produtores, neste ano e em 2021”, destacou.

Ismael Crispin disse, ainda, que a inclusão de Rondônia na portaria também resulta em maior arrecadação, mas não penaliza o consumidor do Estado. “Estamos falando do preço mínimo pago ao produtor. O que acontecerá é que o atravessador virá até Rondônia, comprará barato e fornecerá às grandes empresas. O dinheiro que deixará de entrar em impostos poderia beneficiar a população em geral. E pequeno produtor gasta o resultado da colheita no próprio Estado”, finalizou.

Texto: Assessoria






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