
Representar a Região Norte em um dos mais importantes eventos científicos dedicados ao estudo dos primatas na América Latina é um reconhecimento que ultrapassa a trajetória individual. É também o reflexo da qualidade da pesquisa produzida na Amazônia e do compromisso das instituições de ensino com a ciência.
A professora doutora Marcela Oliveira, do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA e coordenadora de Extensão do Curso de Medicina – da Faculdade Metropolitana, foi selecionada para integrar o Comitê Científico do VI Congresso Latino-Americano, XXI Congresso Brasileiro, I Congresso Paraguaio e I Congresso Argentino de Primatologia, que será realizado entre os dias 30 de novembro e 5 de dezembro de 2026, no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu (PR), com atividades também na Tríplice Fronteira, onde Brasil, Argentina e Paraguai se encontram.
A escolha da pesquisadora ocorreu após uma criteriosa avaliação de currículo e expertise. O Brasil contou com apenas cinco vagas para compor o Comitê Científico, distribuídas entre as cinco regiões do país. Marcela foi a representante escolhida para defender e representar a Região Norte, levando ao cenário internacional a experiência acumulada em pesquisas desenvolvidas na Amazônia.
Com uma sólida trajetória acadêmica, Marcela é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), mestre em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e doutora em Biodiversidade e Biotecnologia pela Rede Bionorte/UNIR. Além de atuar como professora da FIMCA e da Faculdade Metropolitana, é docente permanente e orientadora do Programa de Pós-Graduação em Conservação e Uso de Recursos Naturais (PPGReN/UNIR), pesquisadora da Rede de Pesquisa em Diversidade, Conservação e Uso da Fauna da Amazônia e associada da Associação de Defesa Etnoambiental. Sua atuação científica concentra-se em temas como ecologia humana, etnoecologia, ecologia de mamíferos, fauna cinegética, mastofauna, caça de subsistência e conservação da biodiversidade amazônica.
No Comitê Científico, a professora terá um papel estratégico na organização do congresso. Entre as atribuições estão a avaliação dos trabalhos científicos submetidos, a definição das apresentações orais e em pôster, além da análise de propostas de simpósios, mesas-redondas e minicursos que integrarão a programação do evento.
Para Marcela Oliveira, a nomeação representa uma grande responsabilidade. Mais do que representar um estado, ela passa a ser uma das vozes da Região Norte em um espaço que reúne pesquisadores de toda a América Latina. Uma missão que ganha ainda mais relevância diante dos desafios enfrentados pela pesquisa científica na Amazônia, como as distâncias geográficas, as dificuldades logísticas e a necessidade de ampliar a produção de conhecimento sobre a biodiversidade regional.
“Representar a Região Norte nesse comitê é uma grande responsabilidade. Nossa região reúne uma das maiores biodiversidades do planeta, mas ainda enfrenta muitos desafios. Poder contribuir para que esse conhecimento seja valorizado em um congresso internacional é uma oportunidade de dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas na Amazônia.”
A presença da docente nesse importante comitê também reforça o protagonismo da FIMCA e da Faculdade Metropolitana na formação de profissionais comprometidos com a pesquisa, a inovação e a produção científica de excelência. O reconhecimento internacional evidencia o impacto das instituições no fortalecimento da ciência amazônica e inspira acadêmicos a compreenderem que o conhecimento produzido na região pode contribuir diretamente para as discussões globais sobre conservação da biodiversidade.
Sob o lema “Primatologia sem fronteiras: conectando territórios e vidas”, a programação reunirá especialistas, pesquisadores e estudantes para compartilhar pesquisas e fortalecer a conservação.
A seleção da professora reafirma que a pesquisa desenvolvida na Amazônia possui relevância internacional e que os profissionais formados e atuantes na região têm contribuído de maneira significativa para a conservação da biodiversidade e para o avanço da ciência em todo o continente.
Informações Marcela
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Rondônia (2006), mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais pela Universidade Federal do Acre (2012) e doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia pela Rede Bionorte pela Universidade Federal de Rondônia (2022). Atualmente é professora da Faculdade Metropolitana de Rondônia (UNNESA) e do Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA), docente permanente e orientadora do Programa de Pós-graduação em Conservação e Uso de Recursos Naturais (PPGReN) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Atua como pesquisadora da Rede de Pesquisa em Diversidade, Conservação e Uso da Fauna da Amazônia e associada da Associação de Defesa Etnoambiental. Foi bolsista de pós-doutorado vinculada ao projeto Saúde Única nas áreas de igarapés urbanos e peri-urbanos de Porto Velho (SUIg). Tem experiência na área de Ecologia humana, Etnoecologia, Ecologia de Mamíferos, atuando principalmente nos seguintes temas: fauna cinegética, caça de subsistência, caça esportiva, transecção linear, mastofauna e espécies exóticas. E acima de tudo é mãe da Pietra.
VI CONGRESSO LATINO-AMERICANO
XXI BRASILEIRO
I PARAGUAIO
I ARGENTINO DE PRIMATOLOGIA
Primatologia sem fronteiras: conectando territórios e vidas
Do dia 30 de novembro a 5 de dezembro de 2026
Em Foz do Iguaçu/PR
[Pessoa 2]: Não, tranquilo. Lá a gente vai ter, na verdade, o Congresso Latino-Americano, que é o 6º, o 21º Brasileiro, o 1º Paraguaio e o 1º Argentino. Vai ser em Foz do Iguaçu justamente por causa da proximidade com a Argentina, que parte vai ser na Argentina e parte vai ser no Brasil, né?
E aí, como uniu todos os congressos, eh… eles dividiram as equipes de avaliador do comitê científico. Então essa aqui é o comitê… Vocês não estão vendo, mas a gente está vendo. Eh… Aqui essa é a comissão eh… que vai organizar… do comitê. Então aqui é a presidente da Sociedade Latino-Americana, a presidente da Sociedade Brasileira… Eu acho que uma é da Argentina e a outra da Paraguai. Aqui, ó, o pessoal do Brasil, parte aqui é brasileiro, né? O Thiago, a Zelinda são brasileiros. E tem o outro comitê, que é o comitê científico, né? Então que é a comissão científica que fica com a responsabilidade…
Avaliação dos resumos, definição dos simpósios, das mesas-redondas e dos minicursos que vão ocorrer durante o congresso, né? Aqui ó, que eu faço parte. Aí aqui, o comitê é bem maior por causa da quantidade também, que são praticamente quatro países, né? São três países, mas toda o resto da América Latina.
[Pessoa 1]: Então, resumindo, você foi selecionada para participar do comitê do evento. Ah…
[Pessoa 2]: Entendeu? Isso. Aí o que que aconteceu? Eles tiveram uma reunião e, por definição, o Brasil ficou com cinco vagas para o comitê científico, para formar o comitê científico. E como, por conta das regiões brasileiras, eles decidiram que seria uma vaga por região, então é um representante por região.
E aí, dentro dos representantes de… por região, eles foram… avaliação pelo currículo e pela expertise de cada um. E aí, do Brasil, na… na Região Norte, eu fui convidada para co- integrar o comitê representante do Norte do país.
[Pessoa 1]: E o que que isso representa para você?
[Pessoa 2]: Ai, muita responsabilidade, tá doido? Essa parte a gente omite, depois a gente vai… a gente vai pensar numa palavra mais bonita. Né, né? Mas assim, é uma responsabilidade muito grande quando você pensa que você está representando uma região tão grande, né, com tantos desafios, né, para integrar essa região, para fazer pesquisa na região, as dificuldades logísticas, as dificuldades até de você ter pesquisadores na região, né? Se a gente for ver, a gente concentra os pesquisadores Amazonas e Manaus… Amazonas e Pará, né? Então a gente vai ter, e principalmente Manaus e Belém.
Então quando você pega o restante da região, né, você vai ter um pesquisador na área de mamíferos ou na área de primatas em cada estado, literalmente, né? Um ou outro, você encontra três, quatro, mas normalmente bem esparso. Aqui no estado, a gente concentra a… a pa-… boa parte dos estudos de, por exemplo, primatas estão aqui em Porto Velho, né? Aqui e nas… nas adjacências. Depois a gente só vai ter o Almério no interior do estado, né, que trabalha no interior, e o Luan, que trabalhou em vários segmentos do estado de Rondônia. Mas fora isso, a gente tem muito espaçadas as informações sobre primatas e mamíferos em geral no estado, né?
Então é uma responsabilidade muito grande em cima disso, né? Você representar uma região com tanta diversidade, com tanta diferença e ser a… a o rosto que vai dizer isso, né? Então, e além de tudo, você avaliar os próprios resumos, né? Você… que dentro da avaliação a gente pontua esses resumos, define quem vai para apresentação oral, quem que vai apresentar em pôster, né? Define quais vão ser as… A gente vai receber daqui a pouco os simpósios, né? Vai vir a lista dos simpósios, aí vem a lista das mesas-redondas, né? As mesas-redondas, na verdade, a gente já ajustou, já foram definidas quais vão ser, né? Foi uma função nossa também definir as mesas-redondas.
Mas os simpósios e os minicursos até amanhã está aberto, né, para as pessoas enviarem suas propostas. E aí, em cima disso, a gente avalia o que que é o melhor a ser apresentado, né, pensando na… na diversidade, né? Eu fui chamada para dois simpósios, não vou poder avaliar meus simpósios, lógico, né? Que bom, né? Que eu não queria também me avaliar, né? Isso não pode.
E aí daqui a pouco a gente tá sabendo os resultados desses simpósios, né? Vou levar também… A gente tá levando alguns resumos também, né? Mas é isso, né? Carregar o… representar o Norte do país pra… pra América Latina, né? Que é o caso.









































