Da Redação — Mesmo sendo uma das datas mais importantes para o varejo, o Dia das Mães ainda encontra parte significativa das pequenas e médias empresas sem planejamento específico. Levantamento da Serasa Experian mostra que mais da metade dos negócios não pretende realizar ações voltadas à ocasião, apesar da expectativa de aumento nas vendas.
Segundo a pesquisa, 37,2% das PMEs esperam faturar mais do que em 2025. Outros 12,5% acreditam em estabilidade, enquanto 11,8% projetam queda no desempenho. Entre os empresários mais confiantes, 22,1% indicam crescimento elevado e 15,1% apostam em uma alta mais moderada.
Entre as empresas que pretendem aproveitar a data, as principais estratégias envolvem promoções e descontos. Também aparecem iniciativas como campanhas de marketing e a criação de produtos ou kits especiais.
A relação entre planejamento e expectativa fica evidente nos dados. Negócios com perspectiva negativa tendem a não agir: 59% deles afirmam que não vão adotar nenhuma medida. Já os mais otimistas, em geral, investem em ações para impulsionar as vendas.
Apesar do potencial da data, desafios ainda pesam sobre os empreendedores. A baixa procura por parte dos consumidores lidera as preocupações, citada por 22,6% dos entrevistados. Em seguida, aparecem os custos elevados — como mercadorias e logística — com 21,2%, além da concorrência acirrada (20,3%).
Outros entraves incluem a falta de capital para investir (19,5%) e a dificuldade de atrair clientes (16,4%). O estudo também aponta um problema de gestão: 38,5% dos empresários dizem não conseguir estimar suas próprias vendas, o que indica limitações no planejamento.
No recorte regional, o Norte apresenta o maior nível de confiança, com 60% das empresas esperando crescimento. O Nordeste aparece na sequência, com 48%. Sudeste e Centro-Oeste registram 35%, enquanto o Sul mostra um cenário mais cauteloso, com 23%.
Para Cleber Genero, vice-presidente de PMEs da Serasa Experian, os números indicam que ainda há espaço para avanço na forma como os pequenos negócios se organizam para datas sazonais, especialmente entre aqueles que já esperam aumento na demanda.
O levantamento foi realizado entre março e abril de 2026 e ouviu 1.109 empresas em todo o país.








































