Da Redação — Nesta quarta-feira, 24 de junho, o Brasil entra oficialmente na contagem regressiva de um ano para receber a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027. Esta 10ª edição do torneio entrará para a história por múltiplos fatores: além de ser a primeira realizada em solo sul-americano, marcará a despedida do formato com 32 seleções, já que a partir de 2031 a competição passará a abrigar 48 equipes. O direito do país de sediar o evento foi conquistado em maio de 2024, durante o Congresso da FIFA em Bangcoc (Tailândia), quando o projeto brasileiro superou a candidatura tripla de Alemanha, Bélgica e Holanda por 119 votos a 78.
A tabela oficial já tem datas e locais definidos para o espetáculo. As partidas acontecerão em oito capitais brasileiras: Rio de Janeiro (Maracanã), São Paulo (Arena Itaquera), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Estádio Nacional), Porto Alegre (Beira-Rio), Salvador (Arena Fonte Nova), Recife (Arena de Pernambuco) e Fortaleza (Arena Castelão). A fase de grupos ocorrerá entre 24 de junho e 8 de julho de 2027. Na sequência, as oitavas de final acontecem de 10 a 13 de julho, as quartas nos dias 16 e 17, e as semifinais em 20 e 21 de julho. O terceiro lugar será decidido no dia 24, e a grande finalíssima consagrará as campeãs no dia 25 de julho de 2027.
Buscando erguer um troféu inédito diante de sua torcida — tendo como melhor resultado histórico o vice-campeonato na China, em 2007, diante da Alemanha —, a Seleção Brasileira ocupa atualmente a sétima posição no ranking da FIFA, liderado pelas espanholas. O comando técnico está com Arthur Elias, ex-Corinthians, que assumiu em setembro de 2023 com a missão de promover uma reformulação no elenco. Entre os pilares dessa nova fase está a jovem atacante Tainá Maranhão, de 21 anos, que atua no Palmeiras. Ela marcou seu primeiro gol na equipe principal em fevereiro, contra a Costa Rica, e recentemente foi o grande destaque ao garantir a vitória por 2 a 1 em um amistoso de virada contra os Estados Unidos, em São Paulo.
Mesmo com a renovação, a experiência da Rainha Marta continua sendo um trunfo valioso para a comissão técnica. Em 2027, a lendária camisa 10 alagoana completará 41 anos. Dona de seis prêmios de melhor do mundo e maior artilheira da história das Copas Femininas com 17 gols, Marta acumula em seu currículo três pratas olímpicas (Atenas 2004, Pequim 2008 e Paris 2024), dois ouros em Jogos Pan-Americanos (2003 e 2007) e o vice-mundial de 2007.
Até o momento, 14 das 32 vagas já estão preenchidas. O Brasil tem a companhia das vizinhas Colômbia — que carimbou o passaporte ao liderar a Liga das Nações da Conmebol com 20 pontos e bater o Paraguai por 4 a 3 na rodada final — e Argentina, que se classificou em segundo lugar com 18 pontos após derrotar o Equador fora de casa por 1 a 0. Pela Ásia, a Austrália foi a pioneira fora da América do Sul ao garantir sua nona participação seguida batendo a Coreia do Norte por 2 a 1 na Copa Asiática em Perth. O torneio também verá o retorno da forte seleção norte-coreana após 16 anos, impulsionada pelos títulos mundiais recentes nas categorias Sub-17 e Sub-20.
A China garantiu sua nona participação ao vencer o Taipei Chinês, enquanto o tradicional Japão carimbou o passaporte ao golear as Filipinas, mantendo o feito de ter jogado todas as edições históricas. A Coreia do Sul, apelidada de Guerreiras Taegeuk, avançou com um sonoro 6 a 0 sobre o Uzbequistão, enquanto as próprias Filipinas asseguraram sua segunda Copa consecutiva ao vencerem o Uzbequistão na repescagem asiática. Na Oceania, a Nova Zelândia passeou nas eliminatórias continentais com cinco vitórias, 25 gols marcados e nenhum sofrido, chegando à sua sexta participação seguida.
O continente europeu já conta com as potências Dinamarca, França, a tradicional Alemanha — que busca se reerguer após cair na fase de grupos em 2023 — e a atual campeã do mundo, Espanha. O restante do mapa do Mundial será desenhado nos próximos meses: a Europa ainda definirá sete vagas via play-offs; a África distribuirá quatro passaportes entre julho e agosto através de sua Copa de Nações; e a Concacaf definirá suas quatro representantes diretas em um torneio decisivo programado para novembro e dezembro.







































