Da Redação — O aumento nos preços da energia elétrica e dos medicamentos elevou a inflação das famílias de menor renda em abril, enquanto os índices desaceleraram para os demais grupos econômicos do país, segundo levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
De acordo com o estudo, os brasileiros com renda mensal de até R$ 2.299,82 foram os únicos a sentir aceleração da inflação no período. Para esse grupo, a taxa passou de 0,85% em março para 0,92% em abril.
O avanço foi impulsionado principalmente pelos reajustes da conta de luz e dos produtos farmacêuticos. Os medicamentos registraram alta de 1,8% no mês, enquanto a energia elétrica também apresentou aumento e ampliou o peso das despesas básicas no orçamento das famílias mais vulneráveis.
Nas demais faixas de renda, o cenário foi diferente: os índices inflacionários perderam força ao longo de abril.
Além das despesas com energia e saúde, o levantamento aponta que alimentos essenciais continuaram pressionando o custo de vida da população em geral. Entre os principais aumentos aparecem arroz, feijão carioca, batata, carnes, ovos e leite.
Os custos ligados à saúde e cuidados pessoais também contribuíram para a inflação do mês, com reajustes em artigos de higiene e serviços médicos.
Outro fator apontado pelo instituto foi a alta dos combustíveis, influenciada pelas tensões internacionais envolvendo o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Apesar da aceleração recente, o Ipea destaca que, no acumulado de 12 meses, as famílias de renda muito baixa ainda registram a menor inflação entre todas as faixas analisadas, com taxa de 3,83%.
De janeiro a abril de 2026, a inflação acumulada para os brasileiros com renda de até R$ 2.299,82 chegou a 2,66%.









































