Da Redação — A China voltou a autorizar exportações de ureia, fertilizante amplamente utilizado na agricultura mundial, em uma medida que pode reduzir a pressão sobre os preços internacionais do insumo.
A retomada ocorre meses depois da suspensão dos embarques chineses, decisão adotada em meio às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e aos impactos provocados pelo fechamento do Estreito de Ormuz no comércio global de fertilizantes.
Na época, o governo chinês restringiu as exportações para proteger o abastecimento interno e evitar aumento nos custos para produtores rurais do país.
Agora, a emissão de novas cotas de exportação sinaliza que as autoridades avaliam existir oferta suficiente para liberar parte da produção ao mercado externo.
Fabricantes chineses confirmaram ter recebido autorização para novos embarques, enquanto importadores indianos relataram que a China comunicou oficialmente a retomada parcial das exportações.
Índia amplia interesse no produto chinês
A Índia aparece entre os países que mais acompanham a decisão chinesa. O país depende fortemente de fertilizantes importados e vinha enfrentando preocupação com possíveis interrupções no fornecimento vindo do Oriente Médio.
Empresas indianas avaliam que os embarques chineses oferecem maior previsibilidade logística, principalmente por não dependerem da rota do Estreito de Ormuz, área afetada pelas tensões no Oriente Médio.
Segundo fontes do setor, o mercado projeta a liberação de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas métricas de ureia para exportação.
Dados da consultoria StoneX apontam que a China exportou 4,9 milhões de toneladas do fertilizante em 2025, abaixo da média histórica registrada nos últimos anos.










































