Da Redação — Uma carga de cerca de uma tonelada de aspargos vinda do Peru foi interceptada por fiscais da Vigiagro no Aeroporto Internacional de Aeroporto Internacional de Guarulhos após a identificação de um inseto considerado praga quarentenária ausente no Brasil.
O material estava distribuído em 200 caixas e apresentou sinais da presença da espécie Prodiplosis longifila, inseto com potencial para causar grandes prejuízos à agricultura nacional. As amostras foram encaminhadas para análise laboratorial, que confirmou a identificação após exames genéticos e avaliações em microscópio.
Conhecida por nomes como mosca-dos-botões-florais e mosquinha-do-tomate, a praga ataca estruturas jovens das plantas, como brotos, flores e frutos em desenvolvimento. Segundo pesquisadores da Embrapa, o inseto pode provocar deformações, queda de flores e perdas severas na produtividade agrícola.
A espécie já foi registrada em países como Peru, Colômbia e Equador, onde houve danos expressivos em lavouras de tomate, pimentão e aspargo. Estudos apontam perdas que chegaram a 100% em algumas regiões produtoras.
Entre as culturas que poderiam ser afetadas no Brasil estão tomate, cebola, batata, feijão, algodão, citros, pimentão e abacate. Especialistas alertam que uma eventual entrada da praga no país poderia elevar custos de produção, ampliar o uso de inseticidas e criar barreiras comerciais para exportações agrícolas.
O caso reforçou o alerta sobre o controle fitossanitário nas fronteiras brasileiras. Atualmente, o Vigiagro mantém unidades de fiscalização em aeroportos, portos e postos de fronteira para impedir o ingresso de doenças e pragas ainda inexistentes no território nacional.










































