Da Redação — Produtores brasileiros de vinho começaram a ampliar a presença no mercado europeu apostando em rótulos premium e técnicas que valorizam características próprias da produção nacional. A iniciativa faz parte do projeto Vin du Brésil, criado para posicionar vinhos brasileiros em segmentos mais sofisticados no exterior.
A estratégia reúne especialistas ligados ao setor, entre eles o chef Benoit Mathurin, o jornalista Xavier Vankerrebrouck, o empresário Giovanni Montoneri e o consultor Guilherme França. O objetivo é fortalecer a imagem do vinho brasileiro no varejo europeu com garrafas vendidas entre 15 e 50 euros.
A proposta prioriza identidade e diferenciação. Entre os elementos destacados estão o uso de leveduras indígenas, técnicas de poda invertida e o envelhecimento em barricas produzidas com madeiras brasileiras.
Atualmente, seis vinícolas participam do primeiro lote exportado para a Europa: Bárbara Eliodora, Estrada Real, ArteViva, La Grande Bellezza, Manus e Bebber.
O movimento ocorre em um momento de forte expansão do setor no país. Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho mostram que o consumo brasileiro de vinho cresceu 41,9% em 2025, alcançando 4,4 milhões de hectolitros — o maior volume já registrado nacionalmente, enquanto o cenário mundial teve retração de 2,7%.
No mesmo período, o faturamento do setor chegou a R$ 21,1 bilhões, com crescimento de 10%. A área de vinhedos também avançou pelo quinto ano seguido, atingindo 91 mil hectares.
A expectativa do projeto é ampliar a participação de vinícolas brasileiras na plataforma até o fim de 2026, fortalecendo a reputação internacional dos rótulos nacionais.








































