Da Redação — Uma contagem regressiva oficial começou para milhares de concurseiros que buscam ingressar no serviço público federal. Com a portaria publicada no Diário Oficial da União em 3 de julho, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) concedeu um prazo máximo de seis meses para que a Receita Federal e o Banco Central formalizem os novos certames. Se o cronograma não for cumprido, a autorização e a dotação orçamentária perdem a validade. Além da necessidade de montar comissões internas e licitar a banca examinadora, as regras exigem um intervalo mínimo de dois meses entre a liberação do edital e a aplicação das provas iniciais, o que projeta o início das seleções para o começo de 2027.
O pacote de novas contratações soma 316 oportunidades distribuídas entre cargos de nível médio e superior, com a garantia de cotas para candidatos negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Para o Banco Central, o aval contempla 170 postos: 100 para auditor, 50 para técnico e 20 para procurador. Já a Receita Federal contará com 146 vagas, sendo 116 para analista tributário e 30 para auditor fiscal.
A movimentação para essas seleções toma como referência experiências anteriores de organização. O último processo para o quadro da Receita, ocorrido entre o final de 2022 e o início de 2023, foi conduzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para preencher 699 vagas. No caso do Banco Central, o certame mais recente aconteceu em 2024, sob responsabilidade do Cebraspe. Agora, o desafio das instituições é repetir a agilidade dessas contratações para garantir que os quadros sejam reforçados dentro do período de validade do ato ministerial.










































