Da Redação — A aplicação financeira mais tradicional do Brasil, a caderneta de poupança, encerrou o primeiro semestre mantendo um patrimônio total consolidado na marca de R$ 1,020 trilhão. O montante divulgado pelo Banco Central em relatório nesta quarta-feira (8) mostra que a poupança conseguiu sustentar o mesmo patamar de junho do ano passado, período em que o saldo acumulado registrava R$ 1,019 trilhão. Apesar do teto bilionário sustentado, a estabilidade esconde uma forte volatilidade de saques que o investidor brasileiro promoveu nas agências bancárias ao longo dos últimos meses.
A instabilidade fica evidente ao analisar o comportamento das contas logo após o mês de maio. Naquela ocasião, uma forte onda de depósitos inflou as reservas gerais da poupança, elevando o saldo para um pico de R$ 1,028 trilhão. Contudo, a reação durou pouco: uma sequência imediata de retiradas líquidas esvaziou os cofres da aplicação, gerando um encolhimento superior a R$ 8 bilhões em relação ao pico de maio. Só no mês de junho, o saldo entre depósitos e saques fechou no vermelho em R$ 237,5 milhões.
Essa oscilação recente reflete um balanço semestral bastante adverso para as cadernetas no país. Nos primeiros seis meses deste ano, o volume total de saques efetuados pelos correntistas superou a quantia de depósitos em expressivos R$ 39,3 bilhões. O resultado negativo foi fortemente impulsionado pelas perdas históricas ocorridas nos meses de janeiro e março, períodos em que as saídas líquidas atingiram, respectivamente, R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões. Em contrapartida, o único momento de alívio real e respiro positivo para a poupança em toda a primeira metade do ano aconteceu em maio, que registrou uma entrada líquida de R$ 2,6 bilhões.








































