Da Redação — Os centros de tratamento de Ebola na República Democrática do Congo já trabalham próximos do limite da capacidade enquanto o maior surto da cepa Bundibugyo continua avançando pelo país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a transmissão permanece ativa e ainda não há sinais de estabilização da doença.
Até agora, o governo congolês confirmou 1.561 casos e 506 mortes. O atual surto é o mais grave já registrado para essa variante do vírus, que ainda não possui tratamento ou cura comprovados.
Um dos fatores que mais preocupa as autoridades sanitárias é o deslocamento de pessoas entre diferentes regiões. De acordo com a representante da OMS no país, Anne Ancia, trabalhadores da cidade mineradora de Mongbwalu deixam o município mesmo após adoecerem e procuram atendimento em outros locais, contribuindo para levar o vírus a novas áreas.
A médica afirmou que a expectativa era observar uma desaceleração da transmissão, mas isso ainda não aconteceu.
“Gostaríamos de dizer que está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, declarou.
Além da circulação de pessoas, a resposta ao surto enfrenta outros obstáculos. A OMS aponta que a insegurança e a fragilidade da estrutura de saúde dificultam o controle da doença, enquanto algumas unidades especializadas já registram ocupação próxima de 90%.
As condições precárias de abastecimento de água, saneamento e higiene também preocupam as Nações Unidas. Segundo o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, esses fatores aumentam o risco nas áreas atingidas.
Organizações humanitárias informam ainda que a resposta ao surto sofre com limitações financeiras. A escassez de recursos reduz a capacidade de atendimento principalmente nos locais que concentram milhares de pessoas deslocadas.










































