Da Redação — A presença feminina nos postos mais altos do sistema de Justiça brasileiro segue limitada. No Supremo Tribunal Federal (STF), apenas três mulheres chegaram à presidência da Corte em 135 anos de história.
No Ministério Público Federal, somente uma mulher ocupou a chefia máxima da instituição ao longo de 75 anos. Nos tribunais estaduais, 20 dos 27 órgãos atualmente permanecem sob comando masculino.
Diante desse cenário, as organizações da sociedade civil Justa, Themis e Fórum Justiça abriram inscrições para o programa Caminhos para Liderança de Mulheres na Justiça. A proposta é incentivar a ocupação de espaços de gestão por magistradas, promotoras e defensoras públicas.
Serão selecionadas 30 profissionais para uma formação com duração de dez meses. As participantes terão acesso a mentorias, encontros presenciais e experiências internacionais voltadas ao desenvolvimento de competências em governança e administração institucional.
A iniciativa também prevê a criação de uma rede de articulação entre as participantes, com o objetivo de fortalecer a presença de mulheres em posições estratégicas dentro do sistema de Justiça.
Segundo as entidades organizadoras, o projeto procura enfrentar fatores estruturais associados às desigualdades de gênero e raça que ainda dificultam o acesso feminino aos cargos de liderança.
O processo seletivo levará em consideração critérios de diversidade regional e étnico-racial. A avaliação ficará a cargo de um Comitê de Especialistas, responsável por analisar a documentação exigida das candidatas.
Para participar, é necessário apresentar currículo, carta de motivação e carta de referência, além de efetuar o pagamento da taxa de inscrição de R$ 100.
As inscrições seguem abertas até 30 de junho na plataforma Mulheres na Justiça.










































