Da Redação — Os três instrutores investigados pela morte de uma jovem durante uma atividade de rope jump em Limeira foram transferidos para outra unidade prisional nesta terça-feira (16). Eles deixaram o Centro de Detenção Provisória de Piracicaba e passaram a cumprir prisão no CDP II de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, a mudança ocorreu durante a tarde. A defesa dos investigados informou que a transferência teria sido motivada por preocupações relacionadas à segurança dos detidos.
O caso envolve a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13), durante um salto realizado na chamada Ponte do Esqueleto. A Polícia Civil apura as circunstâncias da atividade e busca identificar eventuais falhas nos procedimentos de segurança adotados pela equipe responsável.
De acordo com as investigações, a jovem teria sido lançada da estrutura sem que os equipamentos de proteção estivessem corretamente conectados. A queda ocorreu de uma altura aproximada de 40 metros. Imagens registradas no local mostram o momento do salto e passaram a circular amplamente nas redes sociais.
Os três instrutores que permanecem presos são apontados como responsáveis pela operação da atividade no momento do acidente. Em depoimento, eles afirmaram não se recordar de quem deveria realizar ou conferir a instalação dos sistemas de segurança antes do salto, segundo informações divulgadas pela autoridade policial responsável pelo caso.
A investigação trata o episódio como homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando há suspeita de que os envolvidos assumiram o risco de produzir o resultado fatal. Além da dinâmica da queda, a polícia também busca esclarecer o desaparecimento de uma câmera que estaria com a vítima.
Paralelamente à investigação criminal, surgiu um impasse sobre a responsabilidade pela área onde ocorreu a atividade. A Prefeitura de Limeira informou que pretende acionar judicialmente a União, alegando omissão na fiscalização e no controle de acesso ao local.
Por sua vez, a Secretaria de Patrimônio da União afirmou que a ponte integra uma estrutura ferroviária desativada cuja transferência patrimonial para a superintendência paulista do órgão foi concluída neste ano. O órgão também classificou a atividade realizada no local como não autorizada.
As investigações continuam para determinar as responsabilidades pelo caso.










































