Da Redação — Depois de meses de pressão no bolso do consumidor, o café voltou a ganhar espaço nas casas brasileiras com a redução dos preços nos supermercados. O movimento já começa a refletir diretamente no consumo da bebida no país.
Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café mostram que o consumo cresceu 2,44% nos quatro primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. No total, foram consumidas cerca de 4,9 milhões de sacas de 60 quilos.
A recuperação começou a ganhar força em março, quando as vendas avançaram mais de 10% em relação ao mesmo mês de 2025. Em abril, o crescimento continuou, embora em ritmo mais moderado.
Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café, Celírio Inácio, o mercado ainda sentia os efeitos da forte alta registrada entre o fim de 2024 e o início de 2025, período em que o consumo perdeu força.
Com o aumento da oferta da matéria-prima neste ano, os preços começaram a recuar. O café tradicional, por exemplo, ficou cerca de 15% mais barato em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com o quilo vendido em média a R$ 55,34.
Entre as categorias monitoradas pela entidade, apenas cafés especiais, descafeinados e café solúvel registraram aumento de preços ao consumidor.
A expectativa do setor é de que a tendência de queda continue ao longo de 2026 caso se confirme a previsão de safra recorde no país.
O presidente da associação, Pavel Cardoso, afirmou que a produção brasileira deste ano pode superar até mesmo os volumes históricos registrados em 2020. Segundo ele, um cenário de maior estabilidade tende a reduzir a volatilidade dos preços e estimular ainda mais o consumo.
Na manhã desta quinta-feira (21), a Companhia Nacional de Abastecimento informou que a safra brasileira de café deverá crescer 18% em relação à temporada passada, alcançando 66,7 milhões de sacas.
Se confirmada, será a maior produção já registrada pela série histórica da companhia.










































