Da Redação — O avanço da educação a distância na formação de professores voltou ao centro do debate nacional após novos dados do Ministério da Educação mostrarem desempenho abaixo do esperado entre estudantes de licenciatura. Segundo o Enade das Licenciaturas 2025, mais da metade dos concluintes de cursos EAD não atingiu nível considerado adequado de proficiência.
O levantamento aponta que 53,1% dos alunos formados em licenciaturas a distância tiveram desempenho insuficiente na avaliação aplicada no ano passado. Nos cursos presenciais, o cenário foi diferente: quase 74% dos concluintes foram classificados como proficientes.
Os resultados reforçam a decisão do MEC de extinguir gradualmente os cursos de licenciatura totalmente EAD até maio de 2027. A partir da nova política educacional, as graduações destinadas à formação de professores deverão funcionar apenas nos formatos presencial ou semipresencial.
Durante apresentação dos dados em Brasília, o ministro Leonardo Barchini afirmou que os alunos já matriculados poderão concluir os cursos atuais, mas não haverá migração para novos modelos integralmente a distância.
O Enade avaliou 4.547 cursos de formação docente em todo o país. Entre eles, 35% receberam conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios pelo Ministério da Educação. Quando analisados apenas os cursos EAD, seis em cada dez ficaram nas faixas mais baixas de desempenho.
Os resultados também mostram diferença significativa entre instituições públicas e privadas. Estudantes de universidades federais e estaduais concentraram os melhores índices de proficiência, enquanto cursos privados registraram desempenho inferior.
Diante do cenário, o MEC anunciou medidas de fiscalização e acompanhamento dos cursos com notas mais baixas. Instituições que tiveram desempenho insatisfatório passarão por monitoramento contínuo durante o período de transição das novas regras da educação a distância.
Outra mudança prevista é o fim da renovação automática de reconhecimento para cursos mal avaliados. Além disso, todas as licenciaturas deverão passar por avaliações presenciais do ministério após maio de 2027.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o novo modelo anual do Enade permitirá acompanhar a evolução dos cursos de formação docente de maneira mais precisa ao longo dos próximos anos.









































