Quinta-feira-22 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

Hospital adquirido em 2020 pelo governo de RO é referência em assistência à Saúde no estado


O que antes foi uma resposta urgente em um dos momentos mais desafiadores da saúde pública, hoje se destaca como uma das iniciativas mais consistentes de gestão e cuidado com a população. Em Porto Velho, o Hospital de Retaguarda de Rondônia (HRRO), criado em 2020 a partir da aquisição pelo governo de Rondônia da estrutura do antigo Hospital Regina Pacis, segue escrevendo uma história de avanços e transformação.

Em 2022, o hospital passou a assumir oficialmente sua função estratégica dentro da rede estadual, garantindo suporte assistencial e contribuindo para a organização do fluxo hospitalar


Durante a pandemia da covid-19, a unidade teve papel fundamental ao ampliar leitos e desafogar hospitais como o João Paulo II, fortalecendo a capacidade de atendimento da rede estadual. Com o passar dos anos, o que era emergencial se tornou permanente. Em 2022, o hospital passou a assumir oficialmente sua função estratégica dentro da rede estadual, garantindo suporte assistencial e contribuindo para a organização do fluxo hospitalar.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a unidade é hoje um dos pilares da assistência à saúde no estado. “A aquisição da unidade ampliou a capacidade hospitalar de Rondônia e representa um investimento estruturante para a saúde pública. O Hospital de Retaguarda cumpre papel essencial na organização do fluxo assistencial, garantindo mais agilidade nas cirurgias e fortalecendo a atuação integrada com as demais unidades da rede estadual,” ressaltou.

PRÓTESE DE JOELHO

Hoje, esse legado ganha um novo capítulo. No dia 14 de abril de 2026, o HRRO iniciou as cirurgias eletivas de prótese total de joelho pelo Sistema Único de Saúde (SUS), marcando um avanço importante na oferta de procedimentos de maior complexidade na rede pública estadual.

A primeira paciente atendida, dona Maria Mercedes, enfrentava há anos as limitações causadas pela artrose. Dores constantes, dificuldade para caminhar e restrições nas atividades diárias faziam parte da rotina. Após a cirurgia, a expectativa agora é de recomeço. “Só quem sente essa dor sabe o quanto é difícil. Hoje, eu tenho esperança de voltar a andar melhor e viver sem sofrimento”, relatou emocionada.

Acompanhe no vídeo:

A diretora-geral do HRRO, Michele Cristia Neves Gisbert, reforçou o compromisso em ampliar o serviço. “Essa nova frente de trabalho mostra o quanto o hospital vem evoluindo. Já temos outras cirurgias programadas e a meta é ampliar cada vez mais a oferta, reduzindo filas e garantindo mais dignidade aos pacientes.”

AGILIDADE NAS CIRURGIAS

Atualmente, com 121 leitos, o hospital atua principalmente na realização de cirurgias ortopédicas de baixa e média complexidade, contribuindo diretamente para a organização do fluxo hospitalar.

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Edilton Oliveira, ressalta o investimento fortaleceu a rede estadual de saúde, “o Hospital de Retaguarda garante atendimento humanizado, estrutura adequada e apoio essencial às demais unidades hospitalares do estado”.

O diretor técnico da unidade, o ortopedista Jhonata Raimundo Martins Rodrigues destaca que o funcionamento integrado entre os hospitais proporciona mais eficiência ao sistema. “Absorvemos cirurgias que podem ser realizadas com segurança aqui, principalmente fraturas de membros superiores e inferiores. Isso permite que o Hospital e Pronto Socorro João Paulo II concentre atendimentos que exigem maior suporte. A rede passa a funcionar de forma mais organizada e eficiente.”

Procedimentos de maior complexidade, são regulados e encaminhados para unidades de referência, como o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, assegurando assistência adequada conforme o perfil clínico de cada paciente.

DADOS E EXPECTATIVAS

Nos três primeiros meses de 2026, a unidade contabilizou 1.319 procedimentos cirúrgicos realizados, sendo 471 somente no mês de março. Entre os atendimentos, estão procedimentos voltados a pacientes com hanseníase, além de cirurgias gerais e ortopédicas de baixa e média complexidade.

A expectativa é de crescimento nos meses seguintes, acompanhando o aumento da demanda, com meta de alcançar cerca de 500 procedimentos mensais.

No mesmo período do ano passado, a média registrada foi de 966 atendimentos no primeiro trimestre, o que evidencia o avanço na capacidade de resposta da unidade.

ATENDIMENTO DE CONFIANÇA

A qualidade da assistência também é reconhecida por quem vivencia o atendimento. A moradora do bairro Lagoa Azul, Lilian Santos da Silva Abreu, de 58 anos foi encaminhada ao Hospital de Retaguarda após sofrer um acidente de motocicleta que resultou em fratura no braço.

Em menos de 24 horas, ela foi transferida do João Paulo II e, hoje, aguarda regulação para procedimento em unidade de maior complexidade. “Aqui eu me sinto acolhida e protegida. Tudo funciona, a equipe é atenciosa e o cuidado é constante. Sou muito grata por todo atendimento que estou recebendo.”

O vigilante Emerson Pereira Barros, de 58 anos, também passou pela unidade após cirurgia ortopédica de alta complexidade. “Assim que fiz a cirurgia, já fui encaminhado para cá. Estou sendo muito bem acompanhado, recebendo toda a assistência necessária. Não tenho do que reclamar.”

Dona Maria Mercedes, primeira paciente a realizar a artroplastia total de joelho no hospital, já apresenta boa evolução. Com acompanhamento da equipe de fisioterapia, se prepara para retornar à sua casa com mais qualidade de vida.

ESTRUTURA DE REFERÊNCIA

A unidade conta com: 30 médicos clínicos gerais, 13 ortopedistas, além de enfermeiros, técnicos e outros profissionais que atuam de forma integrada, seguindo protocolos rigorosos no pré e pós-operatório.

O que começou como uma ampliação emergencial de leitos se transformou em um legado estruturante para a saúde pública de Rondônia. O Hospital de Retaguarda segue em pleno funcionamento, com papel estratégico na organização da rede e na garantia de um atendimento cada vez mais qualificado e humanizado à população.

Segundo o diretor técnico, o impacto da decisão tomada em 2020 segue refletindo nos resultados atuais. “Foi uma escolha estratégica que continua gerando benefícios. A estrutura ampliou a capacidade de atendimento e contribui diretamente para a eficiência do sistema”, afirmou.

Em 2020, o governo de Rondônia adquiriu a estrutura do Hospital Regina Pacis para ampliar a capacidade da rede estadual de saúde

O que começou como uma ampliação emergencial de leitos se transformou em um legado estruturante para a saúde pública de Rondônia

O hospital passou por reformas e ampliou atendimentos e hoje contribui para reduzir filas na rede estadual

 Um investimento que virou legado para a saúde pública de Rondônia

Investimento de 2020 hoje garante mais eficiência e atendimento humanizado

Com 121 leitos, a unidade fortalece o fluxo hospitalar em Rondônia

Cirurgias ortopédicas realizadas no Hospital de Retaguarda atendem vítimas de acidentes e traumas

Mais de mil procedimentos realizados em 2026 mostram o avanço da unidade

Fonte
Texto: Marina Espíndola
Fotos: Ítalo Ricardo, Daiane Britto, Sara Caslow, Pablo Belo e Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia






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