Da Redação — O aumento na procura por tratamentos modernos, incluindo medicamentos de alto custo usados no controle da obesidade e do diabetes, deve impactar diretamente as despesas médicas em 2026. A expectativa de especialistas é que esses gastos cresçam entre 8% e 11%, com reflexos nos reajustes de planos de saúde empresariais.
Entre os fatores que explicam esse cenário está a popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, além da ampliação do uso de terapias mais avançadas. Esses recursos, embora eficazes, possuem valores elevados e vêm ganhando espaço na demanda por cuidados de saúde.
Levantamento da consultoria Willis Towers Watson (WTW) aponta que os medicamentos estão entre os principais responsáveis pelo aumento dos custos na área da saúde nas Américas. O destaque fica para tratamentos mais recentes voltados à obesidade e ao diabetes.
No Brasil, apesar de os planos de saúde ainda não incluírem medicamentos para emagrecimento — como as canetas injetáveis —, houve ampliação na cobertura de outros tratamentos. Atualmente, procedimentos ambulatoriais passaram a contemplar algumas terapias oncológicas, além de medicamentos destinados a doenças raras e condições autoimunes.
De acordo com a diretora de saúde e benefícios da WTW, Walderez Fogarolli, esse movimento contribui para o encarecimento geral do sistema, ao mesmo tempo em que amplia o acesso a tratamentos mais complexos.










































