Da Redação — As importações de soja cresceram em março, mas ficaram abaixo do esperado devido a atrasos nos embarques brasileiros.
O país importou 4,02 milhões de toneladas no mês, alta de 14,9% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o volume ficou distante da estimativa de analistas, que projetavam cerca de 6,4 milhões de toneladas.
O principal entrave foi o ritmo mais lento dos embarques do Brasil, afetados por inspeções mais rigorosas para evitar contaminação. As verificações foram intensificadas após a identificação de grãos com resíduos químicos, presença de insetos e danos causados por calor.
Acumulado recua
Entre janeiro e março, as importações somaram 16,58 milhões de toneladas, queda de 3,1% na comparação anual.
O resultado ainda reflete uma base mais baixa em 2025, quando atrasos na colheita brasileira e menor compra de soja dos Estados Unidos reduziram o volume.
Mercado projeta recuperação
A expectativa é de retomada nos próximos meses, com a chegada da safra brasileira e maior oferta no mercado global.
Estimativas indicam que, entre abril e junho, as importações podem superar 10 milhões de toneladas por mês.
Impacto no mercado
O atraso nos embarques brasileiros pressiona o fluxo global da soja, já que o país é um dos principais fornecedores da China. Com menos produto disponível no curto prazo, o mercado tende a registrar maior volatilidade nos preços.
Além disso, fatores como clima nos Estados Unidos, logística internacional e demanda do setor pecuário seguem no radar e podem influenciar o comportamento do mercado nas próximas semanas.










































