Da Redação — O preço do leite inicia abril em alta no país, puxado pela redução da oferta nas propriedades rurais. O movimento já vinha sendo registrado desde o início do ano.
Levantamentos do Cepea mostram aumento tanto no valor pago ao produtor quanto nos derivados no atacado. A tendência é que essa alta chegue ao consumidor.
A menor captação de leite explica o cenário. Em 2025, o excesso de produção derrubou os preços por vários meses. Com baixa remuneração, produtores reduziram investimentos, o que agora resulta em menor volume no campo.
A queda na oferta é registrada nas principais bacias leiteiras do país.
Alta atinge leite e derivados
Em março, o leite integral no atacado paulista foi cotado a R$ 4,16, alta de 19,3% sobre fevereiro.
A muçarela também subiu e atingiu média de R$ 30,74, avanço de 7% no período.
Apesar disso, o consumo ainda limitado dificulta repasses maiores no varejo. Produtos básicos mantêm demanda, enquanto itens mais caros sentem mais a queda no poder de compra.
Importações seguem no radar
O avanço das importações, principalmente de leite em pó, continua influenciando o mercado. A Argentina aparece como principal fornecedora, com preços mais competitivos.
Para a indústria, importar ainda pode ser mais vantajoso do que produzir internamente, o que pressiona o produtor nacional.
Tendência e incerteza
A expectativa é de continuidade da alta no curto prazo, ao menos até o meio do ano.
O setor, no entanto, segue em alerta. Custos de produção e fatores externos mantêm o cenário instável, exigindo cautela em 2026.








































