Da Redação – Com a intensificação das viagens e atividades típicas do período de férias, especialmente em janeiro, aumentam também os riscos de acidentes e emergências fora do ambiente hospitalar. Ocorrências como acidentes de trânsito, quedas, choques elétricos e afogamentos seguem entre as mais frequentes, segundo alerta do médico intensivista Cássio Esteves, docente da Afya Educação Médica, em Porto Velho.
De acordo com o especialista, diante de qualquer situação envolvendo pessoas feridas ou passando mal, a primeira providência deve ser garantir a própria segurança. A avaliação do local é indispensável para evitar novos acidentes. “Antes de ajudar, é preciso observar se o ambiente oferece riscos adicionais. O socorrista não pode se tornar outra vítima”, afirma.
Após assegurar que o local é seguro, a recomendação é sinalizar a área e acionar imediatamente o socorro especializado. A vítima deve ser encaminhada para atendimento de urgência sempre que houver sangramentos, ferimentos aparentes, sonolência, mal-estar ou sinais de gravidade. “Fora do hospital, os recursos são limitados. Quanto mais rápido o atendimento adequado, maiores as chances de um desfecho favorável”, explica.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU – 192) deve ser acionado em casos de desmaio, sangramento intenso, suspeita de infarto ou acidente vascular cerebral, acidentes graves, vítimas inconscientes, afogamentos, falta de ar, queimaduras severas, intoxicações, envenenamentos e trabalho de parto.
Em episódios de desmaio, a orientação é retirar a pessoa de locais perigosos, deitá-la de barriga para cima e manter o ambiente ventilado. O pescoço deve ser colocado de lado para evitar aspiração em caso de vômito. O médico reforça que não se deve oferecer água, alimentos ou qualquer substância para inalar. “Há risco de aspiração e complicações respiratórias. Nada deve ser administrado por via oral”, alerta.
Para quem pretende viajar, a recomendação é levar um kit básico de primeiros socorros, com analgésicos, antitérmicos, anti-inflamatórios, gaze, ataduras, antissépticos, curativos e antieméticos, além de itens simples de emergência, como lanterna e fósforos. “Um kit básico pode garantir o mínimo de segurança até que o atendimento médico esteja disponível”, diz.
Entre os erros mais comuns cometidos por pessoas que tentam ajudar estão o pânico, a demora em acionar o serviço de emergência, a movimentação inadequada da vítima e a oferta de alimentos ou bebidas. “Manter a calma e ligar rapidamente para o SAMU é fundamental. O atraso pode ser determinante para o agravamento do quadro”, afirma Esteves.
Como orientação final, o médico destaca a importância da prevenção. “Evitar situações de risco e agir com prudência é a melhor forma de não transformar um momento de lazer em uma emergência de saúde”, conclui.
Com informações da Assessoria de Imprensa | Afya










































