Segundo a investigação, suspeito fraudava atestados, a maioria para obtenção de auxílio-doença. PF cumpre mandados no DF e em três estados
A maioria dos pagamentos de benefícios suspeitos se refere ao auxílio-doença, com longos períodos de afastamentos. Identificou-se que a maior parte das perícias foi antecipada para que o médico federal investigado atendesse aos beneficiários fora da agenda.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 1.143.686,86 das contas do médico perito federal, para ressarcimento do prejuízo gerado aos cofres públicos. A sentença ainda estabeleceu as seguintes medidas: suspensão da função pública, sequestro de bens, proibição de sair do país, pagamento de fiança de R$ 150 mil ou uso de monitoramento eletrônico. Os pagamentos de todos os benefícios suspeitos também foram bloqueados judicialmente.
A deflagração da ação conjunta evitou prejuízo aproximado de R$ 593 mil, considerando a data de concessão dos benefícios e a expectativa de vida dos segurados, calculado a partir das tabelas de mortalidade, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Se comprovadas, as condutas dos envolvidos nas fraudes podem configurar associação criminosa, falsidade documental, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistemas de informação, estelionato previdenciário, assim como corrupção ativa e passiva.
Operação
O nome da operação faz alusão aos truques ou às manobras criminosas realizadas para obter os benefícios e à inobservância de regras e normativos para realização de perícias médicas.
O intuito dos supeitos seria o de obter benefícios previdenciários por incapacidade para eles mesmos, além de familiares, sócios e pessoas próximas. Com a operação da PF, os pagamentos de todos os benefícios suspeitos foram bloqueados judicialmente.










































