Quarta-feira-14 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

Golpe bilionário: Faraó dos Bitcoins é alvo de operação da PF no Rio


Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro

 

Reprodução
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11/8), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), a Operação Flyer One. O objetivo é desarticular organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas, no Brasil e no exterior.

Os alvos são Ricardo Rodrigues Gomes, vulgo Piloto, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, Brynne Ghisoni Gomes e Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins, que já está preso. A ação é um desdobramento da Operação Kryptos.

Faraó dos Bitcoins é acusado de liderar um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas pela empresa GAS Consultoria, localizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. A companhia acumulava, no fim do ano passado, mais de 570 processos na Justiça.

Conforme foi apurado, nos Estados Unidos a atuação foi estruturada por um homem que saiu do Brasil portando passaporte falso, em razão de condenação prévia por tráfico internacional de drogas, ocasião na qual fora preso por ser um dos pilotos responsáveis pelo transporte de drogas do cartel comandado pelo narcotraficante Pablo Escobar.

A atividade se desenvolveu por meio da utilização de documentos falsos, notadamente mediante a criação de invoices sem lastro, a fim de que fosse justificada a profusão de depósitos nas contas da empresa criada em solo americano. A saída dos valores ocorria por meio do depósito, em favor do líder da organização criminosa, de criptoativos lastreados no dólar americano, também chamados de stablecoins.

Além disso, ele foi o responsável por viabilizar a documentação necessária à estada dos líderes da organização criminosa no país americano, bem como por satisfazer uma série de seus desejos pessoais como a aquisição de uma aeronave com capacidade para 19 pessoas, por meio da utilização de sua filha como interposta pessoa.

Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais. Se condenados, poderão cumprir pena de até 22 anos de reclusão.

O nome da operação é em referência ao primeiro avião dos irmãos Wright.






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