Trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregadores sem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Entregadores de aplicativos, manicures, diaristas, camelôs. Esses são alguns exemplos dos brasileiros e brasileiras que estão na informalidade, quando o assunto é mercado de trabalho. Antes da pandemia do novo coronavírus, eles representavam 40% da força de trabalho, chegando a 36 milhões de pessoas. Com as medidas de isolamento adotadas por estados e municípios, muitos ficaram impedidos de sair de casa, o que resultou em um encolhimento dos postos de trabalho, inclusive os informais.

Esse é o tema do Caminhos da Reportagem desta semana. O programa vai mostrar que a população negra é a mais atingida pela informalidade e, quando há um recuo na economia, a primeira a perder os empregos formais. Clátia Vieira, do Comitê Mulheres Negras da ONU explica que “sempre que tem corte, sempre que precisa arrochar a economia, isso vai refletir diretamente na vida das mulheres negras”. Quase metade dessas mulheres está na informalidade. “Num tempo de pandemia, falar de informalidade também é falar de fome”, complementa Clátia.












































