Segunda-feira-12 de outubro de 2026 - Email: [email protected]

Médicos confirmam: HB tem estrutura pronta, mas Governo preferiu comprar o Regina Pácis


PORTO VELHO – Oficialmente o prédio do hospital Regina Pácis custou em torno de 12 milhões de reais ao governo do estado, que já dispunha, dentro de pavilhões do hospital de base, três alas, conforme disseram as fontes ouvidas pelo expressaorondonia, com capacidade para 150 leitos, uma delas, destinada a ser uma em enfermaria com 60 leitos, faltando apenas alguns acabamentos mínimos para serem ativados.

Hospital Regina Pacis, em Porto Velho — Foto: Facebook/Divulgação

As duas outras alas, ainda conforme as fontes ouvidas, são a destinada a funcionar a maternidade do HB, com 40 leitos e outra, um centro obstétrico pra mais 55. “Com a diferença – como disse uma das fontes – que toda estrutura necessária já está disponível no hospital de base, incluindo lavanderia, recepção, cozinha etc”.

Outra fonte médica ouvida lembrou que para um hospital funcionar tem de ter uma estrutura enorme, – e ele repetiu o que ouvimos de mais dois – “que no Base já existe toda, sem precisar contratar ninguém, casos do diretor clínico, diretor técnico e, ainda, laboratórios e farmácia, o que terá de ser implantado no Regina, com os devidos custos, despesas que não seriam tanto se o que temos no HB fosse utilizado, e já estaria funcionando”.

Para as fontes ouvidas, com a urgência que a chegada do covid 19 a Rondônia, o que já vinha sendo demonstrado pelo que o coronavírus fazia em regiões diversas do país, as obras necessárias para colocar em funcionamento a ala de 60 leitos do HB “levaria, com uma empresa séria que fosse contratada para realizar, no máximo de 10 a 15 dias”, e um custo muito menor, disseram.

Os médicos lembraram a necessidade do Cremero – Conselho Regional de Medicina se posicionar. Um deles fez crítica dura: “A finalidade do Cremero não é de agir como sindicato”. E lembrou que há alguns anos o Conselho estava presente e chegava a interditar hospitais e atendimentos, “em defesa dos profissionais que atuavam naqueles locais”.

O expressaorondonia procurou informações junto ao Ministério Público estadual e não conseguiu falar com o setor que atende na área da Saúde. A informação conseguida com o Tribunal de Contas estadual foi que o órgão já está apurando.

OUTRO LADO

O expressaorondonia conseguiu junto a um jornalista colaborador, uma declaração que ele colheu do secretário de Saúde, Fernando Máximo, sobre o caso. De acordo com Máximo, a questão da ala no HB é um processo de 2014 (da gestão passada) cheio de erros e que estava com problemas jurídicos.

“São leitos clínicos mas não possuem rede de gases (oxigênio), lembrando que pacientes com Covid, mesmo na enfermaria necessitam de oxigênio.

Resolvemos o problema jurídico e na semana passada foi alocado valor aproximado de 190 mil para reinício da obra. O termo aditivo foi elaborado e está em recolhimento das assinaturas das partes.

Esta semana já tem reunião marcada com a empresa para definir data de retomada da obra.

Acreditamos que em a breve a obra estará pronta. Esta ala do HB era um almoxarifado que foi dividido”, disse o secretário Máximo.






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